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Revista - Do laboratório a prática clínica
 
Diagnóstico das cardiopatias congênitas

Os sinais clínicos, exames auxiliares e avanços recentes em intervenções corretivas, como o cateterismo


A doença cardíaca continua a principal causa de morte de crianças com malformações congênitas, apesar dos avanços no tratamento cirúrgico. Entre 0,5% e 0,8% das crianças nascidas vivas são portadoras de algum tipo de cardiopatia. A incidência é maior em bebês prematuros. Em torno de 40% a 50% dos casos, o diagnóstico é estabelecido na primeira semana de vida e, em 50% a 60%, no primeiro mês de vida, afirma a Dra. Maria Lucia Bastos Passarelli, diretora do Departamento de Pediatria e Puericultura da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, especialista em cardiologia pediátrica.

O período neonatal pode ser crítico para o paciente portador de cardiopatia em razão da gravidade de alguns defeitos presentes, quanto às modificações
fisiológicas que normalmente ocorrem nessa fase. Quando o diagnóstico é feito tardiamente, os riscos de morbidade e mortalidade aumentam de modo considerável.

Tal diagnóstico precoce em pediatria é extremamente importante e ele depende de um bom exame clínico.

Os principais achados do exame são sopro cardíaco, cianose, taquipneia e arritmia. Segundo a Dra. Passarelli, alguns sinais clínicos importantes a serem observados no recém-nascido são cansaço durante as mamadas, sudorese, dificuldade de ganhar peso e broncopneumonias de repetição. Além do exame físico, é possível identificar fatores de risco para cardiopatias congênitas durante a gravidez, como diabetes materno, uso de drogas durante a gestação ou infecções por rubéola e citomegalovírus, entre outros agentes.

Os principais achados clínicos

O sopro é um sinal clínico extremamente importante
no diagnóstico das cardiopatias. Vale ressaltar, porém, que a ausência de sopro não exclui a possibilidade de cardiopatias graves e algumas destas podem se manifestar com sopro, mas sem outros sintomas. Além disso, o sopro rude não necessariamente
indica uma cardiopatia grave. As principais causas de sopro no recém-nascido são a comunicação interatrial ou interventricular, persistência do canal arterial, estenose da valva pulmonar, estenose da valva aórtica, sopro inocente e insuficiência
tricúspide funcional.

A cianose neonatal é um sinal clínico que pode ser difícil de detectar, principalmente em crianças com coloração de pele escura, dependendo de sua intensidade. Por isso, é importante que a investigação seja feita também em membranas e mucosas. Suas causas mais frequentes são transposição dos grandes vasos, tetralogia de
Fallot, atresia da valva pulmonar e atresia da valva tricúspide.


Em relação à presença de taquipneia, é necessário afastar a possibilidade de um quadro de desordem transitória, entidade frequente na prática clínica. As
causas mais comuns dessa alteração respiratória são a coartação da aorta, persistência do canal arterial no prematuro, estenose valvar aórtica grave, síndrome
hipoplásica do coração esquerdo, tronco arterial comum, conexão venosa anômala total das veias pulmonares, atresia tricúspide e ventrículo único sem estenose pulmonar. Já a presença de arritmias está principalmente relacionada aos casos de taquicardia paroxística supraventricular, bloqueio atrioventricular congênito completo e flutter atrial congênito.

Exames complementares

O diagnóstico das doenças cardíacas congênitas é rotineiramente auxiliado por exames complementares como o eletrocardiograma, que detecta alterações de
repolarização ventricular, hipertrofias e arritmias. A radiografia de tórax é necessária para avaliação da área cardíaca e do fluxo pulmonar, e o ecocardiogra

bidimensional com Doppler permite a visualização do defeito cardíaco, fechando o diagnóstico na maioria das vezes, explica a Dra. Passarelli.

Tratamento

Nas duas últimas décadas, houve avanço considerável no tratamento das cardiopatias congênitas, com destaque para os benefícios do cateterismo intervencionista e da cirurgia cardíaca pediátrica, particularmente no período neonatal. Dra. Passarelli acrescenta ainda que diversas cardiopatias congênitas se resolvem com fechamento espontâneo do defeito, como no caso da comunicação interventricular, persistência do canal arterial e comunicação interatrial.


Fontes

Amaral F, Granzotti JA, Manso PH, Conti LS. Quando
suspeitar de cardiopatia congênita no recém-nascido.
Ribeirão Preto: Medicina. 2002;35:192-7.
Behrman RE, Kliegman RM, Jenson HB. Tratado de pediatria.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

 
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